Brasil Novo Notícias: APÓS DIZER QUE PARARIA QUEIMA DE MÁQUINAS DE GARIMPO, CHEFE DO IBAMA NO PA É DEMITIDO

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

APÓS DIZER QUE PARARIA QUEIMA DE MÁQUINAS DE GARIMPO, CHEFE DO IBAMA NO PA É DEMITIDO

Evandro Cunha dos Santos: governo demitiu o chefe do
 Ibama no Pará (TV Globo/Reprodução)

O Ministério do Meio Ambiente demitiu o chefe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará, Evandro Cunha dos Santos, pouco mais de uma semana após sua nomeação, depois que o superintendente anunciou que interromperia a queima de máquinas apreendidas em operações de combate ao garimpo ilegal.
A demissão de Santos, que fora nomeado para o cargo pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no dia 2 de setembro, foi publicada no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira.
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Na segunda-feita, Santos afirmou durante audiência pública no município de Altamira, um dos recordistas de queimadas e desmatamentos da floresta amazônica, que tinha recebido ordem do governo para acabar com a destruição de maquinas.
A fala de Santos causou reação no comando do Ibama em Brasília, e a coordenação-geral de fiscalização ambiental enviou ofício à Diretoria de Proteção Ambiental do órgão alertando que a declaração “elevou os riscos aos agentes na região” que trabalham ao lado de forças de segurança no combate a crimes ambientais, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
“Não é para queimar nada, maquinário, trator, seja o que for. Não é esse o procedimento, não é essa a orientação”, disse Bolsonaro no vídeo.
O presidente, que defende a exploração da Amazônia, tem enfraquecido o Ibama desde que tomou posse, segundo apurou a Reuters em entrevistas com dez funcionários antigos e atuais, registros públicos e uma análise de relatórios internos do governo.
O Pará foi um dos Estados da região amazônica com alta expressiva no número de focos de incêndios registrados em agosto deste ano em relação a 2018, contribuindo para um aumento das queimadas na Amazônia que surpreendeu o mundo e resultou em cobrança internacional sobre o Brasil pela preservação da floresta.
Fonte: Revista Exame

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